No mais recente trimestre, a Natura (NTCO3) surpreendeu o mercado ao anunciar a venda da Aesop, tornando-se o destaque do período, conforme a análise da Órama Investimentos.
Apesar de uma queda nas vendas globais, a empresa apresentou pontos positivos, com a rentabilidade em recuperação e um resultado financeiro sólido.
Desempenho de vendas em linha com expectativas
A Natura registrou uma receita líquida de R$ 7,5 bilhões, marcando uma queda de 10,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa diminuição abrangeu todas as unidades de negócio, com a Natura LatAm mostrando o melhor desempenho e a The Body Shop, o pior. Apesar disso, o resultado está em conformidade com as expectativas da empresa.
Rentabilidade em destaque
A Órama Investimentos destaca a recuperação da rentabilidade da Natura, evidenciada por outro trimestre de melhora na margem bruta. Com um aumento de 310 pontos base na comparação anual, impulsionado por uma eficiente redução de custos em todas as marcas, a empresa continua avançando em seu programa de otimização.
A margem EBITDA também teve um acréscimo de 190 pontos base, mesmo com maiores investimentos em marketing e P&D.
Posição financeira fortalecida
Com a venda da Aesop, a Natura conseguiu eliminar seu endividamento líquido, transformando os R$ 8,8 bilhões em dívidas do 3º trimestre de 2022 em um caixa líquido de R$ 697 milhões neste trimestre.
Após uma sequência de prejuízos, o lucro líquido contábil da empresa, distorcido pela remarcação dos ativos da Aesop, atingiu R$ 745 milhões.
Sem esse componente, a Órama Investimentos destaca que o resultado é positivo, apontando a Natura como um investimento sólido a longo prazo, embora, neste momento, prefiram outras opções no segmento de consumo.